Caiado, Zema e Cury fecham com Flávio; Renan Santos libera a turma dele

Três dos candidatos derrotados no 1º turno anunciaram apoio ao senador do PL; Lula vai à reta final sem alianças com os principais adversários da primeira etapa

Três candidatos que perderam no primeiro turno escolheram lado. Eles anunciaram apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL) contra o presidente Lula (PT). São eles: o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) e o escritor Augusto Cury (Avante). Já Renan Santos (Missão), quarto colocado, liberou os apoiadores. Segundo o Estadão, ele não deve apoiar nenhum dos dois finalistas.

Zema foi o mais sebito. Se posicionou logo no dia seguinte à votação. De acordo com o Estadão, disse ser o momento de “derrubar Lula e o PT”. Caiado formalizou o apoio em evento em Goiânia na terça-feira, 6. Lá, Flávio prometeu, se eleito, mandar mais verbas para o estado e levar para o governo federal o modelo de segurança pública de Caiado.

Cury anunciou a decisão na quinta-feira, 8, em nota. “Tive com Flávio uma longa conversa, olho no olho, sem filtros e sem rodeios. Meu apoio não é um cheque em branco”, afirmou. Segundo o Valor Econômico, o escritor disse que não vai participar de um eventual governo. Disse também que o apoio veio depois que Flávio assinou um termo de compromisso público com propostas defendidas por ele. Entre elas: o fim da reeleição para presidente, a ampliação da telemedicina, a valorização de professores e o financiamento de microempresas.

O Valor informa ainda que a candidata Clariana Barão (DC) declarou apoio a Flávio. Juntos, Caiado, Zema, Cury e Clariana tiveram 5,37% dos votos válidos no primeiro turno. A vantagem de Flávio sobre Lula na primeira etapa foi de cerca de 2,2 milhões de votos.

E do lado de Lula? O Estadão registra que o presidente deve ir ao segundo turno sem costurar aliança com os principais adversários da primeira etapa. Segundo o jornal, isso não acontecia desde 2006.

Um aviso honesto: apoio declarado não é voto transferido. Cada eleitor decide por conta própria. O próprio Renan Santos disse aos seus apoiadores que votem como preferirem.

Opinião

Nossa opinião

A direita chegou ao primeiro turno dividida, cada candidato puxando a corda para um lado. Chega ao segundo somada. Isso é massa, mas tem um porém: o eleitor do Caiado, do Zema e do Cury não é gado de ninguém. Nordestino sabe bem o que é isso. Aqui ninguém gosta de ser tratado como voto de cabresto. Outro ponto: o termo assinado com Cury é compromisso público. E compromisso, como palavra dada no interior, se cobra depois. Se Flávio vencer, o Monitor dos Mandatos vai acompanhar item por item, do fim da reeleição à valorização dos professores. Promessa no papel é bonita, mas o que bota comida na mesa é o que vira lei. É isso mesmo, visse.

Imagem de capa: Senado Federal / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)