Editorial: nem todo voto contra o PT é voto no PL, e isso é lição

Braide no Maranhão e Lucas Ribeiro na Paraíba venceram com voto próprio; a direita precisa saber somar

Opinião

Editorial. Este texto expressa a opinião do Nordestino Conservador.

No Maranhão, Eduardo Braide (PSD) venceu no primeiro turno com 54,02%, e o candidato do PT, Felipe Camarão, ficou em terceiro, com 9,60%, segundo o TSE. Na Paraíba, Lucas Ribeiro (PP) teve 64,30%, e Efraim Filho (PL) ficou com 24,18%, segundo o Meus Políticos.

O que isso ensina? Que o eleitor nordestino não é massa de manobra de ninguém. Ele vota em quem conhece, em quem cuidou da cidade, em quem ele vê na rua. Nem sempre isso tem a cor de um partido.

Para a direita, a lição é dupla. Primeiro, ter candidato com raiz e serviço prestado. Segundo, saber conversar com quem não é do mesmo partido, mas defende ordem, trabalho e responsabilidade com o dinheiro público.

Quem só soma com os iguais fica pequeno. Política é a arte de juntar gente boa em torno de uma ideia, visse.

Imagem de capa: Agência Senado / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)