O eleitor pernambucano escolheu Humberto Costa (PT) e Marília Arraes (PDT) para as duas vagas do estado no Senado. Com 100% das urnas apuradas, Humberto teve 2.531.389 votos (27,19%). Marília teve 2.325.127 (24,97%). Os dois eram da chapa de João Campos (PSB), que perdeu a disputa pelo governo.
O ex-governador Mendonça Filho (PL) ficou em terceiro lugar, com 1.728.587 votos (18,57%). Depois vieram Eduardo da Fonte (PP), com 13,84%, Carlos Sant’Anna (Novo), com 7,50%, e Túlio Gadêlha (PSD), com 7,22%. Foi um mói de candidato: 12 ao todo, o maior número da história do estado, empatado com 2002 e 2022, segundo o g1. Neste ano, cada eleitor votou em dois nomes, porque foram renovadas 54 das 81 cadeiras do Senado.
Humberto Costa chega ao terceiro mandato seguido e deve completar 24 anos no Senado. Marília Arraes disputou o Senado pela primeira vez. Na entrevista depois do resultado, Humberto disse que eleger os dois senadores é uma “demonstração de força” do grupo. E completou: “Vamos para cima para eleger o presidente Lula”. Marília também defendeu a reeleição de Lula.
Mendonça Filho concorreu de forma avulsa, sem candidato ao governo na sua chapa. Mesmo assim, fez agendas com a governadora Raquel Lyra (PSD) e se associou ao presidenciável do PL, Flávio Bolsonaro. Carlos Sant’Anna, do Novo, também foi avulso e pediu votos para Raquel. Eduardo da Fonte e Túlio Gadêlha eram os candidatos oficiais da chapa da governadora.
Para o cientista político Bhreno Vieira, ouvido pelo g1, eleger dois senadores de oposição a uma governadora reeleita no primeiro turno é um fato inédito em Pernambuco.
Opinião
Nossa opinião
A direita pernambucana saiu da urna com um governo aliado e nenhuma cadeira no Senado. Avalie. A conta é simples. De um lado, uma chapa com dois nomes e um palanque só. Do outro, quatro candidatos atrás do mesmo eleitor. Como cada eleitor tinha dois votos, não dá para somar percentuais e dizer que “dava para ganhar”. Mas dá para dizer que divisão custa caro. Em casa de família é assim também: quando cada um puxa o lençol para um lado, todo mundo fica descoberto. Mendonça Filho teve 1,7 milhão de votos sem chapa. Fica a lição para 2030: no Senado, quem se divide, assiste de longe. É isso mesmo, visse.
Fontes
- g1 Pernambuco, “Humberto Costa (PT) e Marília Arraes (PDT) são eleitos senadores em PE” (04/10/2026)
- Diário do Litoral, apuração de Pernambuco com dados do TSE
- Folha de S.Paulo, “Veja os senadores eleitos em Pernambuco” (04/10/2026)
- g1 Pernambuco, análise sobre a neutralidade de Raquel Lyra (10/10/2026), com a avaliação de Bhreno Vieira
Imagem de capa: A. Júnior / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)