Editorial: quem fiscaliza em nome do Estado merece trabalhar protegido

Projeto aprovado em comissão da Câmara dá porte funcional com regra e controle; é o caminho certo para a segurança pública

Opinião

Editorial. Este texto expressa a opinião do Nordestino Conservador.

A Comissão de Segurança Pública da Câmara aprovou o porte de arma em serviço para fiscais, peritos, agentes de trânsito, oficiais de Justiça e outras categorias, segundo a Agência Câmara. A arma é da instituição, fica sob a guarda dela e só vale durante o trabalho.

Pense no fiscal ambiental que entra no mato atrás de desmatamento, no agente socioeducativo que escolta adolescente apreendido por crime violento, no oficial de Justiça que bate na porta em processo de homicídio. Mandar essa gente desarmada é deixar o Estado pela metade.

O texto tem critério: lista fechada, uso restrito ao serviço, cadastro no Sinarm atualizado a cada seis meses e aviso à Polícia Federal em 24 horas em caso de perda ou roubo. Não é “arma para todo mundo”. É ferramenta de trabalho com responsabilidade.

O projeto ainda passa pela CCJ, pelo plenário e pelo Senado. Que siga com o mesmo cuidado. Segurança se faz com regra clara e coragem, visse.

Imagem de capa: André Gustavo Stumpf / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)