Editorial: pesquisa é retrato, não é resultado, se avexe não

Com institutos mostrando números diferentes no 2º turno, o eleitor precisa ler a ficha técnica antes de comemorar ou desanimar

Opinião

Editorial. Este texto expressa a opinião do Nordestino Conservador.

Na mesma semana, a AtlasIntel/Bloomberg mostrou Flávio Bolsonaro (PL) com 52,8% dos votos válidos (registro BR-03663/2026), o Datafolha mostrou 52% a 48% para o senador e a Vox Brasil apontou empate técnico, segundo o UOL e o Brasil em Folhas.

E aí, quem está certo? Cada pesquisa é uma fotografia tirada de um ângulo, com método, data e amostra diferentes. Por isso este portal só publica pesquisa com o número de registro no TSE, o período de coleta, o número de entrevistas e a margem de erro.

Quem é de direita tem motivo para cautela. Em 2022, muita gente se agarrou a número de pesquisa e esqueceu de conversar com o vizinho. O voto se ganha na calçada, no culto, na feira, explicando ideia, sem pantim.

Também não adianta desanimar com número ruim nem rebolar no mato pesquisa que não agradou. O que vale é o resultado do TSE no dia 25 de outubro. Até lá, serenidade e argumento, visse.

Imagem de capa: Lukas Blazek / Pexels (Licença Pexels)