Nordeste no 2º turno: PF investiga ônibus retidos em quatro estados da região e Marinho lidera reação contra Zanin

Inquérito em Sergipe e apurações preliminares na Bahia, Alagoas e Piauí. Pedido de Lula ao TSE citava também Pernambuco e Paraíba. Senador do RN fala em “golpe judiciário ou chicana”.

Quatro dos cinco estados onde a Polícia Federal apura suspeitas de retenção de ônibus no segundo turno deste domingo (25) ficam no Nordeste. A PF abriu inquérito em Sergipe e conduz apurações preliminares na Bahia, em Alagoas e no Piauí, além de São Paulo, segundo o g1. Os crimes investigados são embaraço ao exercício do voto e ocultação de meios de transporte para prejudicar o voto.

As queixas por estado

A petição do PT ao TSE, descrita pelo g1, trazia uma lista de reclamações nordestinas: vans e micro-ônibus intermunicipais em falta no interior alagoano, com eleitor cobrado para embarcar; dificuldade de usar a gratuidade nas linhas entre cidades pernambucanas; frota enxuta na capital piauiense; e coletivos que não paravam nos pontos em um bairro de João Pessoa. Trata-se da versão de uma das campanhas — nenhum desses casos, fora o de Salvador, tinha decisão judicial até a noite.

A reação potiguar

Coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro e líder da oposição no Senado, o potiguar Rogério Marinho (PL-RN) foi uma das primeiras vozes contra a decisão de Cristiano Zanin, do STF, de prorrogar a votação até as 19h no país inteiro:

“Impressionante o nível de intervenção [de] alguns ministros do STF. Espero sinceramente que o bom senso prevaleça e qualquer golpe judiciário ou chicana administrativa não prospere pelo bem da democracia.”

A declaração foi feita nas redes sociais e reproduzida pelo Valor Econômico. À CNN Brasil, Marinho chamou a decisão de “intempestiva”. Outros parlamentares de oposição, como Marcel van Hattem (Novo-RS) e Jorge Seif (PL-SC), anunciaram pedidos de impeachment do ministro.

O que disse o STF

Zanin afirmou que concedeu a liminar porque “as duas candidaturas que disputam as eleições presidenciais no segundo turno alegaram problemas no transporte de eleitores”, e depois restringiu a prorrogação às urnas que ainda estavam abertas. A campanha de Flávio havia pedido extensão apenas em 17 municípios de São Paulo, Paraná e Santa Catarina, por causa das chuvas.

A PRF informou que não houve registro de eleitores impedidos de votar por interdições em rodovias federais.

Foto de destaque: Senador Rogério Marinho (PL-RN). Foto: Agência Senado (CC BY-SA 4.0), via Wikimedia Commons (ficha da imagem)

Fontes