Lei da misoginia: relatora tira “ódio” e “aversão” do texto, e projeto segue sem consenso

PL 896/23, aprovado pelo Senado, equipara misoginia a racismo; oposição critica desde o início do ano, segundo a Radioagência da Câmara

O Projeto de Lei 896/23, que combate a misoginia, está pronto para ser votado no plenário da Câmara dos Deputados, mas ainda não tem consenso, segundo a Radioagência da Câmara.

Misoginia é o ódio, o desprezo ou o preconceito contra as mulheres. O texto aprovado pelo Senado equipara a misoginia ao crime de racismo, o que a torna inafiançável e imprescritível.

O que mudou na Câmara? A relatora, Tabata Amaral (PSB-SP), coordenadora do grupo de trabalho, alterou a definição de misoginia e retirou os termos “ódio” e “aversão” à mulher, considerados vagos pela oposição.

Segundo a Radioagência, a proposta é criticada pela oposição desde o início do ano. Ainda não há data para a votação.

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Ninguém aqui defende quem humilha ou agride mulher. Mas lei penal precisa de palavra exata, porque é ela que vai dizer o que dá cadeia. A fé de milhões de famílias não pode ficar à mercê de interpretação. Explicamos nossa posição neste editorial.

Imagem de capa: Wilson Dias/Agência Brasil / Wikimedia Commons (CC BY 3.0 br)